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SAFRA   31/10/2019
Diferencial entre caf?s inferiores se reduz na safra 2019/20

Na parcial da temporada (de julho a 25 de outubro/19), a diferen?a entre as cota??es das duas variedades est? em 44,58 Reais/saca de 60 kg, enquanto na temporada anterior estava em 60,59 Reais/sc, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/19).

Apesar de o caf? robusta seguir desvalorizado em 2019/20 ? os pre?os t?m recuado com for?a nas ?ltimas safras, devido ? recupera??o da produ??o a partir de 2017/18 ?, as cota??es do ar?bica tipo 7 tamb?m apresentaram acentuada queda nos ?ltimos meses, influenciando o estreitamento entre os valores das duas variedades.

A safra 2019/20 vem se caracterizando por problemas de qualidade do ar?bica, o que eleva a disponibilidade de gr?os com bebida inferior, como ? o caso do ar?bica tipo 7 bebida rio. Agentes apontam menor demanda da variedade, uma vez que, al?m do aumento do uso do robusta nos blends nas torrefadoras nacionais, as exporta??es do ar?bica tipo 7 t?m sido mais fracas. Segundo agentes, o c?mbio desfavor?vel nos principais pa?ses importadores da variedade e a menor disponibilidade de caf? tipo 7 mais suaves est?o entre os fatores que t?m limitado os embarques brasileiros.

J? para os pre?os dos ar?bica e robusta de maior qualidade, por outro lado, foi observado aumento no diferencial. Na parcial da temporada, a diferen?a entre os Indicadores CEPEA/ESALQ do ar?bica e do robusta, ambos do tipo 6, est? em 135,53 Reais/saca de 60 kg, sendo que, na temporada anterior (2018/19), o diferencial estava em 100,35 Reais/sc no mesmo per?odo, em termos reais.

O aumento da diferen?a dos dois tipos de caf? esteve atrelado ? sustenta??o dos valores do ar?bica no in?cio desta temporada, devido ?s preocupa??es quanto ao clima durante a colheita da safra 2019/20 e o desenvolvimento da temporada 2020/21. Apesar do alargamento, at? o final da safra, o diferencial deve continuar semelhante ao observado em 2018/19.

Isso porque os pre?os de ambas as variedades devem seguir em patamares mais baixos ao longo de 2019/20. Para o robusta, a produ??o est? elevada nesta safra e a expectativa ? de volume confort?vel em 2020/21. Al?m disso, o Vietn? iniciou neste m?s a colheita de uma boa safra 2019/20, contexto que deve influenciar os valores no Brasil.

J? para o ar?bica, as expectativas iniciais s?o de que os pre?os fiquem em n?veis mais baixos que os de safras anteriores, semelhantes aos verificados no final da temporada 2018/19. Apesar da quebra em 2019/20, produtores ainda det?m caf? remanescente de 2018/19 e a maior produ??o na safra 2020/21, que ser? de bienalidade positiva, deve ser elevada, mantendo a press?o sobre as cota??es.

Ressalta-se, no entanto, que o clima no restante de 2019 e in?cio de 2020 ainda ser? essencial para a forma??o dos pre?os de ambas as variedades. Com as chuvas mais escassas at? outubro, muitos agentes est?o preocupados com o desenvolvimento da safra 2020/21. Alguns acreditam que parte do potencial produtivo j? teria sido limitado pelo clima quente e firme dos ?ltimos meses. Outros, no entanto, ainda esperam produ??o nacional elevada, tanto para o ar?bica quanto para o robusta, caso o clima seja favor?vel daqui para frente. No geral, estimativas mais precisas quanto ao real potencial produtivo da safra 2020/21 podem ser realizadas a partir de dezembro, com o enchimento dos gr?os.

An?lise do mercado cafeeiro elaborada pela Equipe Caf? CEPEA/ESALQ.
Equipe: Dra. Margarete Boteon, Laleska Moda, Renato Garcia Ribeiro e Fernanda Geraldini.

Fonte: Ag?ncia Estado/CCCMG
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